• Margarida Ferreira Pinto

O que há para celebrar este ano no Dia de Portugal?


10 de junho, Dia de Portugal.


Mais precisamente, 10 de junho de 1580 - dia em que comemoramos a morte de Luís de Camões, o poeta que nos deixou como herança e património a maior obra épica portuguesa - os Lusíadas.


“As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por marés nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram”


Quem não se lembra disto?

Uma estrofe intemporal que se aplica perfeitamente aos tempos em que vivemos já que nunca antes navegámos com a nossa embarcação por marés idênticas à COVID-19.


Em virtude do estado de calamidade que vivemos devido à pandemia, as cerimónias do dia de Portugal foram o mais simples e simbólicas possível. E ainda bem porque “menos é mais”.


Os motivos para celebrar são muitos. As manchetes dos jornais de hoje anunciavam que “Portugal é o terceiro país mais seguro do mundo”.


É por isso hora de celebrar os nossos direitos, liberdades e garantias – dos quais destacamos o direito à liberdade e à segurança, à integridade física e moral, à propriedade privada, à participação política e à liberdade de expressão e a participar na administração da justiça.


Por outro lado, não esquecemos os direitos económicos, sociais e culturais — realçando o direito ao trabalho, à habitação, à segurança social, ao ambiente e à qualidade de vida.


Apesar de parecer um ano atípico, julgo que este ano há ainda mais motivos para celebrarmos o orgulho que temos em ser portugueses.


De facto, não podia deixar passar este dia sem mencionar o comportamento assumido pelos portugueses no decurso da fase de confinamento que aconteceu em consequência da pandemia da Covid-19.


Acredito que fomos exemplares na atitude que assumimos desde o primeiro minuto, muitas vezes até voluntariamente, antes de ser decretado o Estado de Emergência e as medidas excecionais.


E pensando bem... muitos países estiveram de olhos postos em nós. Somos todos responsáveis por essa atitude exemplar.

Como diria Tolentino Mendonça: “Se "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo, Camões desconfinou Portugal!".

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